segunda-feira, 23 de maio de 2016

“CPI do CIMI” desvenda estarrecedora subversão comuno-missionária pintada de verde ambientalista

Posted: 22 May 2016 01:30 AM PDT
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Fazenda Buriti invadida e incendiada por índios, em Sidrolândia (MS)
Luis Dufaur
Escritor, jornalista,
conferencista de
política internacional,
sócio do IPCO,
webmaster de
diversos blogs



O verde a nova cor do comunismo? Isso não é muito exagero? – comenta por vezes algum objetante – Pode ser que alguns tresloucados fale ou façam coisas amalucadas a propósito de ecologia e meio-ambiente, mas sempre será algo colateral e episódico!

Não! – pode acrescentar um leitor logrado – não se pode achar que por trás do ambientalismo radical possa haver uma ideologia de tipo comunista, um marxismo travestido após a debacle da URSS!

Tampouco pode se supor uma organização com milionário financiamento internacional, uma articulação que usa a fraude e a malícia para introduzir uma nova religião afim com o marxismo, e que para isso manipula as causas da natureza e das tribos indígenas para subverter o Brasil e o mundo!

Ainda mais irreal, continua o imaginário objetante, é supor que essa crença, ou religião, de fundo comunista pretenda acabar com o progresso, extinguir a civilização e a cultura como nós a conhecemos, e reduzir a humanidade a uns míseros bandos que vagueiam pelas florestas ou pelos desertos desnutridos, adoentados, como se esse fosse o ideal dos filhos de Deus!

Também soa absurda e inexequível a compensação que seria oferecida pelos arautos dessa utopia malsã.

Quer dizer, a promessa ébria de um homem integrado na natureza que é cultuada como se fosse um deus, panteísta e ecumênico. Um novo relacionamento com o planeta pautado por gurus-profetas que auscultariam as mensagens que vêm das entranhas mais profundas e quentes da Mãe Terra enviados por um espírito que os habitaria!

Ah!, não, não, não! Isso é muito exagero, positivamente há muito engano no blog “Verde: a nova cor do comunismo”!

Em numerosos posts, anos a fio, temos procurando atender a essa compreensível dificuldade. Compreensível, pois quem iria imaginar que bandeiras de defesa da ordem natural, em si mesmas tão simpáticas, iriam ser manipuladas para conduzir ao polo oposto daquele a que deveriam levar.

CPI do CIMI aprovou relatório final.
CPI do CIMI aprovou relatório final.
Entrementes, das centenas de documentos que temos reproduzido, citado ou comentado em nosso blog, nunca tivemos em mãos um de uma tal gravidade, autoridade e com um tal volume de informações como o Relatório Final da “CPI do CIMI”, do qual apresentamos as conclusões a continuação, dentro do espaço limitado de um blog.

A “CPI do CIMI”


A Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul criou uma Comissão Parlamentar de Inquérito (“CPI do CIMI”) sobre as atividades naquele estado do Conselho Missionário Indigenista (CIMI) órgão ligado à Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O texto completo pode ser lido ou descarregado no site da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul neste endereço.

O Relatório final teve como Relator o deputado estadual Paulo Correa – (PR/MS). Integraram a Comissão os deputados Mara Caseiro (presidente, PSDB-MS), Marquinhos Trad (vice-presidente, PSD-MS), Onevan de Matos (PSDB-MS) e Pedro Kemp (PT-MS), com a assessoria jurídica dos advogados Gustavo Passarelli da Silva (OAB/MS 7602) e Pedro de Castilho Garcia (OAB/MS 20.236).

O inquérito foi aberto em setembro de 2015. O colegiado realizou 25 reuniões de trabalho e 36 depoentes passaram pelo plenário da Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALMS).

O Relatório final foi aprovado pelo plenário do Legislativo sul-mato-grossense na terça-feira 10 de maio de 2016.

Reproduzimos a continuação as CONCLUSÕES FINAIS.


CONCLUSÕES FINAIS E ENCAMINHAMENTOS


Como fiz questão de ressaltar no início do relatório, as provas inicialmente encaminhadas e que serviram para a constituição do fato determinante, já eram [página 205] indícios fortíssimos da participação do CIMI na incitação à violência e a invasão de propriedades privadas

A análise de todas as demais provas do processo, notadamente os depoimentos prestados em audiências realizadas nesta Casa de Leis, foi importantíssima na formação do convencimento deste relator da efetiva participação do CIMI nos atos mencionados na denúncia.

Mais do que isso, foram importantes para desvendar um nefasto plano de desestabilização do agronegócio, das instituições, dos poderes constituídos, por parte do CIMI.

Um plano muito bem arquitetado, que teve início em 1972 com a Convenção de Barbados, em que foram definidas as molas mestras da atuação do CIMI no Brasil, e por conseguinte, no Mato Grosso do Sul.

Em consulta ao site do CIMI é possível verificar sua forma de atuação:

Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
Dom Leonardo Ulrich, secretário geral da CNBB, antropóloga Lúcia Helena Rangel
e Tito Vilhalva, da etnia Guarani Kaiowá, no lançamento do Relatório de
Violência Contra os Povos Indígenas no Brasil. Foto: Antonio Cruz /Agência Brasil
O CIMI é um organismo vinculado à CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) que, em sua atuação missionária, [página 206] conferiu um novo sentido ao trabalho da igreja católica junto aos povos indígenas.

Criado em 1972, quando o Estado brasileiro assumia abertamente a integração dos povos indígenas à sociedade majoritária como única perspectiva, o CIMI procurou favorecer a articulação entre aldeias e povos, promovendo as grandes assembleias indígenas, onde se desenharam os primeiros contornos da luta pela garantia do direito à diversidade cultural.

O objetivo da atuação do CIMI foi assim definido pela Assembleia Nacional de 1995:

“Impulsionados(as) por nossa fé no Evangelho da vida, justiça e solidariedade e frente às agressões do modelo neoliberal, decidimos intensificar a presença e apoio junto às comunidades, povos e organizações indígenas e intervir na sociedade brasileira como aliados (as) dos povos indígenas, fortalecendo o processo de autonomia desses povos na construção de um projeto alternativos, pluriétnico, popular e democrático.”

Os princípios que fundamentam a ação do CIMI são:

– o respeito à alteridade indígena em sua pluralidade étnico-cultural e histórica e a valorização dos conhecimentos tradicionais dos povos indígenas;

– o protagonismo dos povos indígenas sendo o CIMI um aliado nas lutas pela garantia dos direitos históricos;

– a opção e o compromisso com a causa indígena dentro de uma [página 207] perspectiva mais ampla de uma sociedade democrática, justa, solidária, pluriétnica e pluricultural.

E para esta nova sociedade, forjada na própria luta, o CIMI acredita que os povos indígenas são fontes de inspiração para a revisão dos sentidos, da história, das orientações e práticas sociais, políticas e econômicas construídas até hoje.

Verifica-se que dentre os princípios fundamentais do CIMI não está o respeito à ordem estabelecida, aos poderes constituídos, à legislação e à Constituição Federal da República.

O desrespeito à soberania, aos poderes constituídos, às instituições, a utopia, a teimosia e a ousadia, condutas assumidamente adotadas pelo CIMI, são a marca indelével de sua atuação.

No caso do Mato Grosso do Sul verifica-se que o plano de atuação começa com a chegada dos membros Nereu Schneider, Olivio Mangolin e Maucir Pauletti.

Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI, durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida. Foto: Augusta Eulália Ferreira
Dom Roque Paloschi, atual presidente do CIMI,
durante a 54ª Assembleia Geral da CNBB, Aparecida.
Foto: Augusta Eulália Ferreira
Através da solicitação de vultosos recursos para a invasão de propriedades [página 208], passaram a frequentar as comunidades indígenas para causar a cizânia, a descrença, a desesperança.

Ao mesmo tempo, cuidam de fomentar publicações, como a de Antônio Brant, a respeito da Nação Guarani, um texto pouco ou quase nada ufanista, mas extremamente perigoso, porque serviu de base para vários antropólogos elaborarem seus laudos em processos demarcatórios.

O mesmo se pode dizer para a publicação realizada por Maucir Pauletti, membro do CIMI, em que tenta atribuir a causa dos suicídios pelos indígenas à falta de terras, como que a profetizar que a salvação estava no aumento de suas territorialidades para, posteriormente, apresentar a solução: isso se dá através da luta, da desconsideração das legislações nacionais, enfim, da desobediência.

Foi através de atos como esses que na década de 90 iniciam-se esse conjunto de ações concatenadas cujo nefasto efeito agora é notado.

O Estado Brasileiro não pode se quedar inerte, impávido, diante de tamanha agressão a sua soberania.

As condutas constatadas e provadas no presente procedimento [página 209] são da mais alta gravidade.

Trata-se de incitação ao crime, à desobediência, ao ódio, ao sectarismo, enfim, todos os ingredientes necessários para que uma nação democrática sucumba, como em muitos outros exemplos na história já foi possível notar.

E não se esmoreçam os que ouvirem os gritos, lamúrias e ironias em sentido contrário, de que não se passam, conclusões como as alcançadas neste relatório, de um cenário fantasioso, excessivo e conspiratório, pois é justamente esse o argumento sempre utilizado em todas as ditaduras, sistemas autoritários, para dissipar a resistência da sociedade.

Faço aqui uma consideração em relação às comunidades indígenas, que também julgo, como os produtores rurais, os grandes prejudicados pelas condutas praticadas pelo CIMI.

Os produtores rurais, de quem cuidarei mais a seguir, foram e estão sendo prejudicados de forma irreversível pelo CIMI. [página 210]

continua no próximo post: Produtores e indígenas vitimados pela conduta subversiva do CIMI
http://ecologia-clima-aquecimento.blogspot.com.br/2016/05/relatorio-final-da-cpi-do-cimi-desvenda.html?utm_source=feedburner&utm_medium=email&utm_campaign=Feed:+VerdeACorNovaDoComunismo+(Verde:+a+cor+nova+do+comunismo)

terça-feira, 17 de maio de 2016

Catalão Goias é devastada pela Mineração nas terras raras

Mineração devasta Catalão
Compartilho a seguir um interessante texto publicado na última segunda-feira, dia 16 de março de 2015, no site Brasil de Fato, que levanta algumas questões preocupantes acerca da relação entre a atividade mineradora em Catalão, os crescentes casos de câncer em nossa cidade e o impacto na qualidade do solo e das águas, conforme pesquisa feita pela Universidade Federal do Mato Grosso. Ao final, compartilho um Twitte do nosso prefeito que coloca uma pulga atrás da orelha de quem se animou com a informação, divulgada com bastante alarde pela prefeitura, de uma autuação de 28 milhões de reais sofrida pelas mineradoras pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente. Confira:

Mineração devasta Catalão 
A cidade de Catalão – cerca de 260 km da capital Goiânia – vem sofrendo um colapso social em várias áreas por conta da mineração. Falta de água, poluição do ar e aumento de casos de câncer são apenas alguns dos problemas que estão afetando a população da cidade.
Com seu subsolo rico em níquel, nióbio, fosfato e os chamados minerais de terras raras, Catalão tem olhado a riqueza ser extraída pelas empresas Anglo American e Vale Fertilizantes. Em troca, recebe apenas o prejuízo desse processo.
No campo, a população idosa tem sido a mais afetada pela mineração. Muitas famílias centenárias estão sendo expulsas de seus territórios por conta da expansão das atividades das mineradoras.
Ademais, os proprietários rurais têm vivido constantemente com a problemática da deterioração do solo, da seca de suas nascentes, riachos e fontes hídricas que acarretam a impossibilidade da agricultura e a morte de animais. Isso sem mencionar o risco de transbordo de barragem de rejeitos das mineradoras e a destruição de florestas nativas.
Na cidade, a poluição do ar, que inclusive passou a ser chamado de “cheiro de barata” toma conta de parte dos bairros ao entardecer.
Diante desse cenário a Anglo e a Vale se defendem com falácias culpando a falta de chuva pela escassez de água e se esquivando das responsabilidades das partículas poluidoras lançadas no ar de Catalão.
Visita
A casa de dona Glória na zona rural de Paraíso do Alto está ajeitada, café feito, toalha de mesa aprumada. Típica casa hospitaleira da roça quando vai receber visita. Numa tarde quente do interior goiano, chegam quatro funcionários da Anglo American: dois geólogos especialistas em hidrologia vindos de Belo Horizonte, um geólogo da empresa de Catalão e um jornalista. Escutam atentamente as reclamações da comunidade sobre o problema de falta de água e soltam, no mesmo momento, a razão da crise hídrica na cidade de Catalão e Ouvidor.
Segundo os funcionários, a dificuldade pela pouca água, que antes corria em abundância pelos rios e córregos da região, faz parte de uma crise mundial do recurso hídrico e pela falta de chuva que acomete a zona rural goiana.
Depois de muitos tapinhas nas costas e sorrisos sorrateiros, os funcionários da Anglo se despedem com ar de missão cumprida.
Entretanto, a Anglo American esqueceu que, em Catalão, desde 1913, existe uma estação que monitora o volume de chuvas que cai na região. Diante da desculpa sem nexo da mineradora, pesquisadores da Universidade Federal de Goiás (UFG) foram verificar as informações contidas no aparelho de medição.
“Com base no que os funcionários da Anglo falaram, fomos pesquisar os dados e fizemos uma tabulação. O resultado é que, há cem anos, temos o mesmo volume de chuvas, uma média anual de mil e quatrocentos milímetros de água”, revela o geógrafo e presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), seção Catalão, Gabriel Melo Neto.
Para o professor, a mineradora tentou ludibriar a população. “Não tem nada a ver a falta de água com pouca chuva e o argumento que o problema de Catalão e Ouvidor tem a ver com uma dinâmica mundial cai por terra, pois nós temos uma quantidade de chuva que se mantém ao longo dos anos”, completa.
O secretário municipal de Meio Ambiente aponta a verdadeira problemática. “Há um indicativo de que a forma de trabalho das mineradoras com escavação de mais de cem metros de profundidade altera a qualidade da água dos mananciais e a quantidade de água da região, como é o caso, por exemplo, do que ocorre no entorno da mina Boa Vista explorada pela Anglo American”, esclarece.
O secretário aguarda um estudo hidrológico da região solicitado junto ao Ministério Público para conclusões mais exatas sobre a escassez de água em Catalão.
Reinventar a vida?
A mineração em Catalão também tem imposto a um campesinato envelhecido uma reinvenção de vida quase impossível, como morar e trabalhar na cidade. É o caso do senhor Antônio, da comunidade do Alto Paraíso na região de Ouvidor.“Meu avó nasceu aqui, meu pai herdou a área e eu e meus irmãos todos fomos criados aqui, e eu permaneci aqui até hoje, mas estou vendendo minha terra para Anglo American”, conta.
Quase aos 80 anos e com uma história familiar de aproximadamente dois séculos sobre seu território, Antônio se prepara para se despedir do local.“Não tenho mais água potável, tenho que trazer da cidade, só esse ano já perdi 11 cabeças de gado com a seca na minha propriedade rural. Não tem mais como viver aqui”, desabafa.
Antônio, que conheceu de perto todas as nascentes, riachos e córregos de Paraíso do Alto divide a vida em antes e depois da mineração.
“Depois das mineradoras é que a vida começa a mudar aqui, pois acabam as águas, diminuiu muito os córregos para pesca, as cachoeiras que embelezavam o lugar eram cheias de lambari, bagre. Acabou tudo”, lamenta.
Se a perfuração do lençol freático e o intensivo uso de água na atividade de mineração tem determinado o fim da água da comunidade de Paraíso do Alto, por outro lado, outras tantas famílias da zona rural tem sofrido com a inundação, devido à mudança de curso de rios e transbordamento das barragens de rejeitos.
É o caso dos trabalhadores rurais de Mata Preta. O rio da propriedade do senhor Agripino sofreu uma cheia por conta das mudanças ambientais causadas pela atuação da Vale Fertilizantes, que vem modificando drasticamente o meio ambiente da região.
“Matou todas as árvores que tinha ao redor do rio, minha plantação afogou em meio a tanta água, além da contaminação dos rejeitos da Vale que têm vazado para cá”, explica.
No seu vizinho, o gado vive morrendo em meio a um atoleiro misturado de lama e rejeito da Vale. A paisagem é de um imenso lago sujo que parece que vai engolir a casa do sítio e o curral a qualquer momento.
“Ser vizinho de mineração é uma desgraça, olha só esse mar de sujeira avançando sobre a criação de minha propriedade”, reclama Firmino apoiado numa bengala.
A dúvida dele é a de todos: “Para onde vou? Aqui, daqui um tempo, não vai dar mais! Para cidade? Nunca vivi lá, aqui alimento da minha terra e lá na cidade? Vou fazer o quê? Já estou velho demais para ser importunado por uma mineradora, quero paz!”.
Uma pesquisa realizada pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Catalão (SEMMAC) em 24 propriedades rurais constatou que o principal problema é a escassez e poluição da água, muito barulho e poeira provocada pelas mineradoras.
O secretário Marcelo Mendonza demonstra preocupação com os casos de inundações agrícolas provocados pelas mineradoras. “Existe uma grande quantidade de lagoas de rejeitos, que contaminam muito, alagam propriedades, mas infelizmente não sabemos exatamente quantas lagoas foram feitas pelas empresas nesses últimos anos”, relata.
Mineradoras multadas
Se no campo, a mineração tem determinado a morte do ciclo da vida de uma população centenária de Catalão e Ouvidor, na cidade os terminais industriais da Anglo e da Vale têm jogado nos pulmões dos catalanos impurezas nada saudáveis.
Situação que levou as mineradoras a serem notificadas no dia 27 de fevereiro para pagarem uma multa no valor de R$ 28 milhões. De acordo com a SEMMAC, ambas as empresas seriam as responsáveis pela poluição que em Catalão já foi apelidada de “cheiro de baratas”.
As investigações vêm do ano passado, quando a população chegou a denunciar o caso ao Ministério Público, que desencadeou o processo. À época, os técnicos chegaram à conclusão de que a poluição atingia certas regiões do município, de acordo com o vento e sua intensidade.
O mau cheiro é sentido principalmente em bairro mais altos, como Ipanema, Margon e em parte do Nossa Senhora de Fátima.
A Vale Fertilizantes foi autuada em R$ 10 milhões pela poluição atmosférica. Já a Anglo, de acordo com a SEMMAC, foi autuada em R$ 10 milhões pela poluição e mais R$ 8 milhões por poluição gerada na mina Boa Vista, em que, de acordo com o documento, emite partículas quatro vezes mais do que o permitido.
Este mês, a Anglo recebeu outra notificação. Dessa vez, aplicada pelo Ministério Público, que em ação civil pública, propôs multa de R$ 5 milhões por danos ambientais, na construção de uma represa de contenção.
“Nós conseguimos mapear e comprovar que essa poluição atmosférica tem origem no polo minero-químico da Anglo e da Vale”, assegura o secretário Marcelo Mendonça.
Câncer
A contaminação do ar e do solo levou Catalão, segundo estudos realizados pelo Instituto de Ciências Biológicas e da Saúde da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), a ser a cidade com maior incidência de câncer no estado de Goiás.
A pesquisa, ao analisar os prontuários médicos do sistema público de saúde da cidade entre os anos de 2005 e 2006, identificou que a doença majoritariamente se localiza nos órgãos do sistema respiratório e digestivo.
“As notificações de neoplasias malignas do sistema respiratório passaram de 1,5% em 2005 para 11,5% em 2006. Quanto ao sistema digestivo, a prevalência passou de 10% em 2005 para 16,5% em 2006”, aponta a análise.
Na conclusão, o documento afirma: “A epidemiologia do câncer no município de Catalão, Goiás, sugere associações entre as atividades econômicas desenvolvidas na cidade, como a mineração e a agropecuária, e a prevalência de tumores localizados no sistema respiratório e digestivo”.
Para o geólogo e presidente da Associação dos Geógrafos Brasileiros (AGB), seção Catalão, Gabriel Melo Neto, o estudo mostra a despreocupação das mineradoras com as populações do campo e da cidade de Catalão e Ouvidor.
“As mineradoras estão envenenando a água e o solo, portanto, estamos comendo comida contaminada, além do ar que respiramos, que está cheio de partículas inadequadas para população, por isso, a incidência de câncer no pulmão e no estômago do catalano.”

Há alguns dias atrás foi divulgado com alarde pela Prefeitura de Catalão que a Secretaria Municipal de Meio Ambiente fez "algo nunca feito nas gestões anteriores" que foi autuar as mineradores pela poluição causada por suas atividades. Sem dúvida, assim que a reportagem do Brasil de Fato se tornar mais comentada na cidade o trecho abaixo vai ser destacado em propaganda de rádio, tv e internet, como exemplo de medidas corajosas tomadas para resguardar a saúde do povo:

Situação que levou as mineradoras a serem notificadas no dia 27 de fevereiro para pagarem uma multa no valor de R$ 28 milhões. De acordo com a SEMMAC, ambas as empresas seriam as responsáveis pela poluição que em Catalão já foi apelidada de “cheiro de baratas”.

Seria realmente um alento, afinal já não é possível recuperar o meio ambiente degradado e a saúde de quem já ficou exposto por mais de 30 anos às atividades poluentes, ao menos seria uma garantia de que os responsáveis seriam punidos. Pena que essa informação tenha que ser visto com um pé atrás, afinal como acreditar na seriedade dessa medida se num dia a Prefeitura multa as empresas em 28 milhões e no outro um dos diretores multados se encontra com o Prefeito e o Secretário de Meio Ambiente? 
 

É o equivalente ao lobo encontrando-se com os porquinhos após ameaçar derrubar a casinha deles: "Eu vou soprar, vou soprar muito forte e sua casa irá voar, mas antes vamos nos encontrar para a um acordo podermos chegar".

Ou não, afinal são relações republicanas de um prefeito com as empresas que atuam na cidade. Algo perfeitamente normal, ético e cabível nessa situação, sem possibilidade de nenhum conflito de interesse ou favorecimento de nenhuma parte.

Ganha um perfume com cheiro de barata quem acreditar de verdade nessa história.

 
Compartilhe:

http://oquetodomundoquerfalar.blogspot.com.br/2015/03/mineracao-devasta-catalao.htm


quinta-feira, 12 de maio de 2016

Adriano Benayon grande lutador pelas causas nacionalistas.



* Adriano Benayon é doutor em economia pela Universidade de Hamburgo, ex-diplomata do Itamarati e autor do livro Globalização versus Desenvolvimento .

Prezados brasileiros que não são contemplados com os esquemas de corrupção vigentes em nosso pais.  Temos o prazer de informar que o Dr. Adriano Benayon, por indicação de José Barboza da Hora, um dos fundadores do Instituto Mãos Limpas Brasil,  assumiu a coordenação do projeto Nióbio, que será objeto de uma intensa campanha na internet. O nióbio é um mineral estratégico que estaria sendo dado de mãos beijadas para as grandes potências seguindo as práticas entreguistas que passaram a dominar o Brasil desde a morte de Getúlio. O tão aclamado Presidente JK, promoveu, muito antes de Collor,  um dos capitulos mais importantes da história do "entreguismo nacional", ao abrir escancaradamente o mercado brasileiro para as industrias estangeiras de automóvel, sendo que até hoje, não temos sequer uma indústria brasileira de veiculos auto-motores, o que obviamente não se deve à falta de competência dos brasileiros que foi muito bem demonstrada na Embraer, com a construção de aeronaves exportadas para as grandes potências. Imaginem onde estaria o Brasil hoje em termos de desenvolvimento social e econômico não fossem os presidentes entreguistas que tomaram de assalto o Poder, através de eleições pseudo-democráticas!

Quando o Brasil for governado por verdadeiros estadistas - e só assim - ele se transformará numa grande potência. Até lá cabe a todos os brasileiros que não trairam a sua Pátria e não se submeteram ao dominio  dos DPM - donos do poder mundial, lutar de todas as formas possiveis pela independência econômica do Brasil, independência esta que é a condição básica para que nosso país ocupe o lugar que merece no cenário internacional, onde foi ultrapassado por muitos paises que adotaram estratégias do verdadeiro desenvolvimento nacional. Ai vai a segunda entrevista de Benayon, como parte do nosso projeto "Economia ao Alcance de Todos" que vai revelar todo o contéudo da caixa preta que domina a corrupção econômica do Brasil.

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Nióbio para a China, o governo está vendendo em segredo sem aprovação do modelo econômico que nos beneficie...

O NIÓBIO Compartilhe, Divulgue,


No final dos anos 60 as jazidas DE Nióbio foram descobertas e mapeadas. Entre os anos 70e80 (até o final do regime militar) o Brasil investiu em pesquisas de exploração, caracterização e aplicação desse metal....formou engenheiros especializados que normatizaram o nióbio em normas ABNT e toda tecnologia para a exploração e comercialização dessa commodity ficou pronta no início dos anos 80, faltando apenas o modelo econômico de exploração dessas jazidas... Antes do final do regime militar todo o programa foi suspenso, a tecnologia arquivada, devido a decisão estratégica de mercado de esperar que as jazidas chinesas (país líder nesse tipo de commodity e que dita o preço mundial) de tungstênio entrassem em exaurimento, para que as chances do Brasil se tornar líder mundial dessa commodity se tornasse uma realidade “..., ... ...”o momento de exaurimento das reservas chinesas é agora, e o Governo brasileiro tem a tecnologia de exploração. Acontece que o governo atual está vendendo em segredo o nióbio brasileiro para a China sem aprovação do modelo econômico que nos beneficie...a liderança mundial da exploração dessa commodity deverá continuar com esse atual governo, com a China...Tanto no governo Dilma, como num suposto governo Temer...é importante que o Brasil conheça nossas reservas e nossas riquezas, para exigir que o Governo brasileiro defenda o que é nosso.
  • LEIAM A RESPOSTA DO LOBÃO SOBRE O NIÓBIO VENDIDO SECRETAMENTE:
  • Tenho a acrescentar que, na gestão do Doutor Fernando Fragoso como Presidente do Instituto dos Advogados Brasileiros, uma INDICAÇÃO sobre a urgência de se criar a Reserva Nacional do Nióbio – haja vista que o minério é estratégico, é raro, é material de liga indispensável às indústrias e é esgotável – foi aprovada pelo Plenário do IAB.
  • Após haver tramitado pelas Comissões do IAB, foi encaminhado à Presidência da República que o re-encaminhou ao Ministério das Minas e Energia (Lobão!) que respondeu ao Presidente do IAB, dizendo, em síntese, que havia muito nióbio no mundo, não havia motivo para reservá-lo. (Documentos à disposição). G. C.


Por Marco Antônio Bjorn
créditos: Profa. Guilhermina Coimbra

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Waimiri-Atroari sul do Estado de Roraima e norte do Amazonas

Rota 174
A TERRA INDÍGENA QUE DEU CERTO
Guilherme Theophilo
No Brasil, grande parte das comunidades indígenas vive em locais de difícil acesso, com pouca presença do poder público, o que dá margem para que sofram constante assédio de garimpeiros ilegais, madeireiros clandestinos e grileiros, entre outros.
Na contramão dessa dura realidade, temos uma comunidade indígena que, além de conseguir vencer as dificuldades, foi capaz de manter sua cultura, demarcar sua terra e conquistar bom grau de independência. Estamos falando dos Waimiri-Atroari, que habitam as terras ao sul do Estado de Roraima e norte do Amazonas. Para entender melhor como essa comunidade se tornou referência, precisamos conhecer seu passado recente.
Na década de 1960, os órgãos indigenistas buscaram estreitar o contato com a Comunidade Indígena Waimiri-Atroari. Porém, o que ocorreu, na realidade, foi um acelerado processo de desagregação cultural e populacional, ocasionadas por diversos choques armados e surtos epidêmicos de doenças que debilitaram sua população.
Em 1969, foi iniciado o projeto de construção da BR-174, para ligar a cidade de Boa Vista, capital de Roraima, à Manaus, capital do Amazonas. No mesmo período, iniciou-se também a construção da Mineradora Taboca, responsável pela extração da cassiterita. Em consequência, houve impactos negativos para a comunidade Waimiri-Atroari.
  • Em 2008, o tradicional grupo minerador peruano Minsur , adquire o controle acionário da Mineração Taboca e da Mamoré Mineração e Metalurgia.
O início da retomada da cultura e da valorização da comunidade se deu a partir da implantação do Programa Waimiri-Atroari, implantado após a construção da Hidrelétrica de Balbina, quando houve a preocupação em minimizar os impactos e danos causados por sua instalação, por meio de ações múltiplas nas áreas de administração, saúde, educação, meio ambiente, apoio á produção, documentação e memória.
O programa deu tão certo para a comunidade, que sua população passou de 374 pessoas, em 1987, para 1633, em 2013. Em suas 30 aldeias, não há registro de alcoolismo, uma das principais mazelas encontradas em comunidades indígenas brasileiras.

Hoje, os waimiris contam com cobertura médica primária em toda a sua terra. Desfrutam de um controle cerrado das doenças preveníveis, como malária, infecções respiratórias agudas, diarreias, verminoses e dermatoses. Com isso, o índice de mortalidade, em geral, vem caindo ano a ano.


Na educação, a comunidade possui escolas bilíngues em todas as suas aldeias. Seus professores, na maioria, são indígenas, o que facilita o aprendizado. Há um jornal produzido pelos próprios alunos que circula em todas as aldeias e serve como intercambio informativo, educativo e cultural.
No aspecto econômico, os waimiris se destacam no comércio dos seus artesanatos vendidos nas lojas à margem da BR-174 e na cidade de Manaus. Além de servir como renda para subsistência da população, contribui para a divulgação da sua cultura.
Os waimiris são autossuficientes em alimentos. Tanto a agricultura quanto a pecuária, além de fornecerem alimentos suficientes para a sobrevivência da comunidade, ainda contribuem sobremaneira para sua independência socioeconômica.

Após a demarcação das suas terras, os próprios waimiris tornaram-se responsáveis pela manutenção e vigilância do seu território, impedindo a ocupação indevida de não-índios, sejam madeireiros, garimpeiros, caçadores ou missionários.

Com o objetivo de diminuir a mortandade de animais silvestres e a presença de não-índios, a comunidade indígena Waimiri-Atroari fecha a BR-174 com uma corrente, impedindo o tráfego de caminhões, no período noturno.


Assim, fica evidente a conquista da comunidade indígena Waimiri-Atroari, que, apesar de todas as dificuldades enfrentadas por décadas, conseguiu manter sua cultura viva e alcançar sua independência socioeconômica, mostrando que, com seriedade, respeito mútuo, diálogo constante e a exploração de recursos minerais com geração de renda, é possível conciliar a preservação e o desenvolvimento das comunidades indígenas com as necessárias transformações que conduzem ao progresso do Brasil.

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Holocausto em Regência Linhares ES aves, peixes, água e o governo petista isenta a sócia Vale do Rio Doce

DE MINAS GERAIS MARIANA  SEGUINDO O RIO DOCE, A LAMA CONTAMINANDO TUDO PELO CAMINHO, POLUINDO AS ÁGUAS, MATANDO OS PEIXES E AVES, DEIXANDO OS PESCADORES SEM SEU SUSTENTO. CADÊ  O GOVERNO BRASILEIRO QUE CORRUPTO, ENVOLVIDO A CADA DIA MAIS E MAIS EM DESVIOS DO ERÁRIO, DESPREZA O BRASIL, DESPREZA O POVO BRASILEIRO.
Aonde está as providências do Governo Federal, Estadual e Municipal em punir os culpados, ressarcir os prejudicados, encontrar solução para o povo do entorno?
Governo que coloca os lucros acima da segurança do povo brasileiro, acima das Leis de Proteção Ambiental, das Leis das águas,mantendo os criminosos minerodutos para receberem os royalties sobre os minérios exportados isentos de ICM através da criminosa LEI KANDIR e o governo nunca repassa para os municípios os créditos....
Lama atingiu o Rio Doce no Espírito Santo e afetou as populações de 
Baixo Guandu, Colatina e Linhares - ES é uma vergonha para esse 
governo inconstitucional e irresponsável

vejam no link abaixo o filme:

https://www.facebook.com/folhadelinhares/videos/174331529606281/

Um vídeo que mostra a realidade de Regência, em Linhares/ES, após a chegada do turbilhão de lama que veio da barragem da mineradora da Samarco rompida em Mariana há cerca de três meses. O verde da praia cedeu ao tom terracota do barro. A vida marinha pede socorro sem que suas vozes sejam ouvidas. Lamentar já não adianta mais. A realidade precisa de mais que apenas lamentos e emoções de tristeza no Facebook. A foz do Rio Doce agoniza como um doente em estado terminal. Regência, Povoação e todas as praias da foz precisam de ajuda. Seus moradores precisam de socorro. Seus pescadores precisam sobreviver. E o retrato cruel, por mais que seja chocante, não parece ter um fim próximo. Se não nos movermos, nem mesmo um fim haverá. Ou se houver, nele estará estampado o carimbo da impunidade. E isso não podemos aceitar. Onde estão as autoridades governantes? Cadê nossos representantes políticos? Onde está a Justiça e o Ministério Público? Nossa voz não irá se calar. Por enquanto, era isso que gostaríamos de falar. 

Vídeo cedido ao Folha de Linhares por Hauley Valim.

domingo, 17 de janeiro de 2016

Adeus Tapajós, adeus Alter do Chão...adeus encontro das águas, o holocausto silencioso da mineração e fraturamento chegou.

Para completar o Holocausto ocorrido em Mariana, Governador Valadares em Minas Gerais provocado pelas mineradoras Vale do Rio Doce e a BHP Billiton isenta de ICM pela criminosa lei Kandir de FHC e seguida por Lula, continuando com Dilma,  o Brasil ganha outro holocausto criminoso na Amazônia brasileira a do Rio Tapajós. A mineração isenta do ICM pela criminosa Lei Kandir, está acabando com os principais rios do Brasil e o fraturamento pelo gás xisto contaminando os principais aquíferos brasileiros. Os governantes omissos, criminosos omitem, amparados pela ANA – Agência Nacional das Águas. http://niobiomineriobrasileiro.blogspot.com.br/2015/11/holocausto-caboclo-silencioso-lei.html



A morte anunciada chegou: Contaminação dos Rios e Aquíferos pela exploração mineral e fraturamento pelo Gás Xisto.

Mineração e fraturamento está matando outro grande rio no Pará. Quem liga?


Por Manoel Dutra em seu blog, sob o título "A morte anunciada chegou: Adeus Tapajós, adeus encontro das águas, adeus praias, adeus Alter do Chão..." 


De nada adiantou mostrar, pedir, denunciar, publicar carta aberta ao governador do Estado, fazer abaixo-assinado, solicitar a interferência do vice-governador que nasceu às margens do Tapajós, prefeitos, vereadores, deputados. Até mesmo parte da sociedade da região Oeste do Pará parece ter imaginado que isso nunca aconteceria, aliás, que isso nunca se repetiria, como se verificou há quase três décadas: a contaminação de mais de 700 quilômetros de extensão do Rio Tapajós e de seus principais afluentes chegou à sua foz, diante de Santarém.

E agora, como ficará a nascente indústria do turismo que hoje emprega milhares de pessoas ao longo do rio entre Santarém e Itaituba? E a saúde pública, ameaçada pela contaminação dos cardumes por metilmercúrio? E a economia, de modo geral, do Oeste do Estado? E as decantadas belezas daquela região, que atrai os próprios moradores e visitantes de muitas outras partes do Brasil e do exterior?


Talvez ainda agora, hoje, alguém haverá de negar a realidade que está aí diante dos olhos: a poluição por barro, mercúrio, cianeto, sabões, detergentes, graxas e combustíveis tudo isso está agora chegando à frente de Santarém, matando o o encontro das águas e fazendo desaparecer a coloração verde/azulada cuja beleza sempre foi uma das características da foz do Tapajós, onde o grande rio deságua no Amazonas.
Esta era a cor do Tapajós, na sua foz, até novembro passado, na foz, local em que ele deságua no Amazonas, de cor naturalmente amarelada. (Foto: Nil Vieira)
Esta era a cor do Tapajós, na sua foz, até novembro passado, local em que ele deságua no Amazonas, de cor naturalmente amarelada. (Foto: Nil Vieira)
Hoje de manhã, o engenheiro agrônomo Nilson Vieira, uma voz quase solitária a mostrar a devastação das fontes de vida e beleza do Oeste do Pará, em sua página do Facebook, escreveu o que segue:
"As duas primeiras imagens foram feitas hoje (29/03/15) e mostram o Rio Tapajós com águas sem as cores verde-azuladas que lhe são características. As duas outras foram feitas em um passado bem recente, em agosto e novembro de 2014, apresentando cores bem típicas. Segundo moradores das margens do Tapajós, isso não resulta de um fenômeno natural, sendo consequência da atividade garimpeira no leito do Tapajós e de seus afluentes. Pelo jeito, a mistura de barro, lama e metais pesados chegou à foz do nosso lindo rio azul. E agora, José?"
Na frente de Itaituba, o Tapajós feito lama, em foto do dia 11 de março passado. Na imagem menor, à direita, o rio como ele foi até pouco tempo atrás. (blog José Parente)
Na frente de Itaituba, o Tapajós feito lama, em foto do dia 11 de março passado. Na imagem menor, à direita, o rio como ele foi até pouco tempo atrás. (blog José Parente)
Imagem do Tapajós e do lago de Alter do Chão, de dentro de um avião comercial, em setembro de 2012. À esquerda, a 600 metros de altura, já era possível observar a mudança de cor do Tapajós
Imagem do Tapajós e do lago de Alter do Chão, de dentro de um avião comercial, em setembro de 2012. À esquerda, a 600 metros de altura, já era possível observar a mudança de cor do Tapajós
Alter do Chão, em setembro de 2013. Ainda se via a cor natural do rio. E agora, turismo?
Alter do Chão, em setembro de 2013. Ainda se via a cor natural do rio. E agora, turismo?
Tapajós na frente de Itaituba, em dezembro de 2014. Um mar de lama, sem peixes. Rio morto. (Foto Padre Sidney Canto)
Tapajós na frente de Itaituba, em dezembro de 2014. Um mar de lama, sem peixes. Rio morto. (Foto Padre Sidney Canto)

Leilão da ANP 140513
 Fonte: blog do jornalista e professor Manuel Dutra